segunda-feira, 9 de março de 2020

Variações!


Ensinar a contar os dias para que alcancemos corações sábios...
Eu vos escolhi jovens porque sois fortes...
De que me vale ter o mundo inteiro e o descanso da alma não existir...
Tenho contato com uma infinidade de pessoas todos os dias e muitas delas vejo uma vez e nunca mais, porém, muitas delas retornam e o contato se renova e se faz de novo e assim surgem vários tipos de graus de intimidade e confesso, esta é a parte mais louca de todas.
Perceber a relação de aparência ente seres é algo assim inquestionável, não são iguais, nunca, porem suas nuances não se diferem e todos os dias a uma novidade e cada um no qual me relaciono, assim posso perceber o quanto cada dia faz inúmeras mudanças em nós e isso é algo do ser humano, que de normalidade tem tudo e claro no que diz respeito as suas variações diárias de sempre e sempre.
Hoje estou muito bem, obrigado!
Contas pagas, as crianças saudáveis e bem na escola, o cônjuge cheio de amor pra dar, o trabalho em alta e o patrão extremamente generoso, os parentes bem longe... Brincadeira!
Tudo certo e no seu devido lugar, o mundo, a vida conspira a seu favor.
As vinte e quatro horas do dia se vão e junto com ela a amabilidade do cônjuge, o desempenho dos filhos somado as suas ingratidões, o patrão e sua nuvem escura sobre a cabeça e tudo dando errado no trabalho, e mais, até a amada Eclésia parece estar conspirando contra você...
Estes altos e baixo que nos adoecem...
Essa inconstância que nos transpassa com suas unhas afiadas e nos deixam a mercê de seus desejos e vontades...
Como se libertar de tão fúria, de tal poder?
Como nos livrarmos daqueles amigos poderosos que sempre afirma que vai passar, para sermos fortes e que tudo isso tem um grande proposito...
Até quando viveremos de dias e dias? E até quando suportaremos as muitas variações de dias e isso nos envelhecem e nos deixam sem forças e inertes para com a vida e muitos dos seus acontecimentos...
Quem quer ficar que fique, mas reforce seu desejo!
Quem quer ir que vá, porem leve a certeza de que os braços estarão sempre abertos para um possível retorno...
Faltou-se algo que substitua por uma boa conversa acompanhada de algo bom pra comer e beber...
A minha sugestão é simples aproveite o dia de hoje e viva de forma intensa suas chateações, suas mazelas, suas vontades de esganar alguém...
Aproveite o dia e faça o que nunca fez, vá onde nunca foi e coma o que nunca imaginou em devorar...
Não invada... Espere a liberação para que o autorizado não se transforme em violação a respeito de outros...
Tente se enxergar nas outras pessoas e veja o quanto nos parecendo com elas e percebemos a revelação de nós mesmo e o quanto estamos numa idade tenra de mimo e falta de limites e correções...
Somos imaturos!
E por final a triste constatação, não da para estar bem todos os dias, como não da pra viver em tristeza o tempo todo...
A verdade tem que ser dita, ela está à disposição de todos basta todos aprenderem ouvi-la!
         Um dia de cada vez, um dia discursa outro dia ouvindo e aprendendo.
Que tal um ligar mais?
Que tal aceitar como você é não se sentir ofendido por conta de ofensores?
Ser franco, verdadeiro nos liberta...
Aceitar talvez não, mas suportar as diferenças é maturidade alcançada.
Que cada dia sejamos mais nós mesmos e que isso fique bem claro...
E que cada dia aprendemos a suportar quem realmente são todos os que nos rodeia.
Tenho recebido, tenho compartilhado!
Elizeu B. de Oliveira
09 de março de 2020


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Diz que... Era assim que ela começava suas histórias.


Diz que...
A aproximadamente, uns 74 a 75 anos atrás, nascera uma garotinha, muita na dela, tinha seu jeitinho, seu espaço seu modo de viver...
Diz que...
Ela era bem experta e sorrateira quando lhe convinha e por ser uma das primeiras filhas desse casal e posteriormente irmã de vários irmãos que seriam todos do tipo correria ela sempre com seu jeito, ajudando no que podia, protegendo sempre esses meninos e sempre muito alegre e decidida...
Diz que...
Seu pai era meio que do tipo bravo, de poucas palavras, mas de muitas varadas. Já sua mãe, doce, meiga e de uma força sobrenatural e que em nada se queixava, mas sempre ali como esposa e mãe presente. Acredito que isso tenha tudo a ver com o que se vê, pois é uma família que às vezes não da para saber que é irmão, quem é primo ou sobrinho... Uma família tipo única. Lindo de se ver e claro, pertencer.
Mas o tempo é assim mesmo, não sossega, não para e essa menina cresce, e muda de cidade e encontra a pessoa na qual como aprendera em sua base, seria sempre esposa e mãe de filhos que viriam a nascer...
Diz que...
Passou muitas barras, lutas grandiosas e invernos gélidos na alma, porem seu jeito de ser, sua essência, sua amabilidade e alegria era sempre contagiante, e o que de mais admirável, não desistiu e nem abandonou. Nada e ninguém.
Às vezes pensamos que passamos por muitas lutas e provas, sim é verdade, porem essa menina que agora já com filhos, recebe forte golpe da vida e perda irreparável e mesmo assim incrivelmente e com uma garra inimaginável, bate a poeira e arrasta com ela seu esposo e filhos e continua firme em sua linda e gigantesca trajetória.
Diz que...
Reuniões de família sem ela... Não tinha a mesma alegria. Incrível como aquela senhorinha dava um jeito de animar a festa.
Sempre muito vaidosa e apaixonada com tudo que fazia sistemática às vezes, porem algo de pessoal que ela tinha.
Conhecia a todos e falava com todos, não suportava deixar ninguém sem movimentar e ela sempre garrida e nunca de cabeça baixa, pelo contraria, era sempre ombro amigo.
Costumava se intitular a mais bela dos irmãos seguida apenas do Pedro, o irmãos que sempre quando podiam estavam juntos...
Diz que...
As vitorias na vida dessa mulher, essa heroína era coisa fácil de ver, porem pouco se falava das grandes batalhas que ela travava com a vida, uma ultima que estive perto e pude acompanhar, me mostrou e me ensinou o quanto uma guerreira quando luta pela vida, não só por si mesma, mas por toda sua família, seus filhos e esposo, manteve-se forte e viva, pois seus sonhos e objetivos eram sempre maiores...
Vencera um câncer!!! Eu estive lá eu vi. Com um jeito simples e meigo nos ensinou a sermos parecidos com ela, e digo mais, quem não usou aquele turbante em sua homenagem quando seus cabelos a abandonará no período do tratamento?
Diz que...
Sua fé, inabalável, ensinando seus filhos e sendo sempre referencia para que nunca se desviassem do caminho e como de fato não o fizeram...
Filhos e netos saudáveis, cristãos tementes a Deus e pessoas capazes de fazer diferença e serem relevantes onde quer que possam estar.
Porém, os planos do Criador são maiores que os nossos e é Ele o Pai que decide cada momento das nossas vidas e mesmo que no momento presente não possamos entender tais vontades e acontecimentos, continuamos a crer que Ele esta sempre no controle e que um dia entenderemos e nos proporcionará um reencontro de muita alegria.
Agora, nos cabe mesmo e viver esse luto e essa despedida, mas com cheiro suave e sentindo uma brisa gelada do fio da partida e da separação, mas com sentimentos de vitorias, de esperança, de amizade, companheirismo, fidelidade, mansidão, e sobre tudo amor, pois é bem assim que se pode traduzir esse nome e a pessoa linda e sobrenatural que foi entre nós e continuará sendo nossas saudosas recordações, MARIA TERESA TELES, TIA MARIA.

Elizeu B. de Oliveira – 21/02/2020
 Em nome de todos nós que amamos essa linda mulher!

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Pergunte a ela a que veio!


Todos os dias quando não somos nós acometidos por uma dor ou mesmo uma enfermidade, alguém próximo a nós ou longe de nós está. 
Isso é algo normal e completamente aceitável devido ao nossa condição humana, fisiológica e se posso dizer perecível, afinal nesta atmosfera na qual vivemos não há nenhum ser eterno.
Não estou aqui fazendo uma apologia à aceitação de uma dor, uma doença ou quem sabe uma vida de dores e mesmo assim satisfação, convenhamos que a dor, a doença e muito ruim e melhor seria se não as tivéssemos. 
Porem gostaria de trazer aqui uma colocação de Elizabeth Lesser, escritora e consultora sênior do Ômega Institute nos Estados unidos, onde ela questiona os motivos reais da dor e das possíveis enfermidades.
Se elas existem, sim elas existem. Mas a grande questão é: Por quê?
         Segundo Elizabeth, a pergunta deve ser feita sempre e dai extrair o real motivo da mesma e assim entende-la e não deixar de passar por ela, sentir, mas pergunta-la o seu porque, porque dessa dor, o que ela veio dizer, mostrar, entregar.
Nota-se que ao olharmos as dores e enfermidades por essa ótica, tudo começa a revelar um novo horizonte, e nos faz sermos mais compassivos, pacientes e até mesmo fortes a ponto de suporta-la e rompe-la de maneira sabia e vitoriosa.
São em momentos de dores e enfermidades que pessoalmente falando, nos colocamos em um modo reflexivo, ao nos interiorizarmos começamos a encontrar lacunas a serem preenchidas, feridas a serem tratadas, pontes a serem restauradas e relacionamentos reconstruídos. 
Passamos a ver devido ao tempo em que estamos de estagio paciente e imóvel, tudo aquilo que não conseguimos ver por não pararmos para nada.
Além disso, a dor nos faz relembrar a nossa real capacidade e nos coloca em sintonia com nossas limitações e fraquezas bem como nossas forças que muitas vezes a escondemos ou deixamos de crer nelas.
Por outro lado, a dor vem nos entregar o que de melhor temos, nossos relacionamentos pessoais... Amigos, parentes e toda a sorte de contatos que torcem para que tudo possa ficar bem e que até que isso aconteça estão ali para consolar, animar e ajudar em tudo quanto for preciso.
O que ela veio entregar?
Pare e se pergunte, o que a dor vem lhe trazer?
Seja sensível a essa dor e essa possível enfermidade e veja na sua essência o que de rico e grandioso ela trás e o seu poder em unir, em nós mesmo para dias futuros melhores e mais ricos e unir pessoas para que o corpo seja saudável.
Mesmo que em casos mais dolorosos ela seja terminal não deixe de pergunta-la, tanto para quem a sofre quanto aqueles que a acompanham.
Dor a que você veio?
Terás grandes surpresas!
Tenho recebido, tenho compartilhado!
Elizeu B. de Oliveira - 16 de fevereiro 2020

domingo, 26 de janeiro de 2020

Fale, comunique-se!



Nos últimos dias e nos tempos atuais estamos meio que cheios, fartos e exautos de tantas e tantas coisas que ouvimos, vemos, lemos e até mesmo sentimos...
Dias em que se percebe o quanto as palavras estão se cumprindo, se concretizando e o quanto a cada dia o controle da verdade tem se esvaído e o quanto estamos perdendo o referencial humano e de perpetualização da humanidade.
A falta de conhecimento, o relacionamento precário e a intimidade com a verdade tem nos distanciado do ideal e perfeito e a cada dia estamos nos isolando, sozinhos ou em pequenos grupos e o que é pior, a essência a muito tem sido esquecida e a verdade já referida tornou-se julgamentos de pontos de vista e nada mais...
Estamos cansados!!!
Todos os dias chegamos do trabalho, da escola, faculdade e de vários locais nos quais precisamos estar e nosso físico e mente estão no seu limite e a única coisa que pensamos é sim nos esconder, nos guardar e ficar bem parados para tentar restituir pelo menos um pouco de energia pois a vida esta tão louca e cruel que nos suga até o ultimo folego, a ultima carga e nossas forças já não existem mais...
Onde quero chegar???
Simples de mais... Como não desanimar?
Como não chegar ao ponto de querer simplesmente fechar os olhos e se desligar deste planeta?
Ou quem sabe mergulhar no mundo da ficção e viver uma realidade alternativa, subjetiva e aliviar as cargas mesmo que de maneira virtual e fictícia?
Uma palavra muito forte essa tal de ´´NUNCA``.
Aplica-la ao nosso dia a dia esta sendo quase impossível...
Nunca e algo tão grande e tão impalpável que no primeiro momento o único pensamento e motivação que temos e de simplesmente desanimar, parar e tão somente abandonar.
 Somente o fato de mencionar um nunca já revela a nossa incapacidade e pouca energia para tal.
Então, Jesus usa esta palavra de uma forma tão objetiva e tão contundente pois se refere ao fato, ao ato de conversar com Ele...
Pode um negocio desse?
Mas antes mesmos de tratar da oração Jesus sinaliza uma nova palavra que parece pesada em nossos dias, pois deveres é algo que já não mais esta no auge em nossos dias, saiu de moda.
Dever, fazer algo se tornou tão pessoal e individual que faz quem quer...
Leis e normas já não são mais tão observadas em dias atuais.
Assim temos duas situações...
Nunca desanimar...
Dever de...
O silencio é muito bom, porem em momentos curtos e na maioria das vezes quando se esta só.
Agora é praticamente impossível viver, estar ao lado e se relacionar com alguém sem comunicação...
Como podemos nos relacionar sem nos comunicar?
Como conhecer alguém sem usarmos esse recurso?
Falar, gesticular, pensar e se expor...
Fica muito claro e de uma objetividade tamanha que não existe a possibilidade de conhecer alguém e torna-se intimo de tal pessoa se não fizer presente a comunicação, que gera relacionamento que gera conhecimento que gera intimidade.
Então Jesus deixa bem claro em poucas palavra...
Fale comigo para que possamos nos conhecer...
Fale comigo para nos tornarmos íntimos...
Fale comigo para eu poder saber o que vai em sua mente e coração. Não que Ele não saiba porem quer te ouvir...
Fale comigo para que eu possa ser seu cumplice e ajudador...
Fale comigo para que eu vá além e te de o que precisas...
Fale comigo para sermos um.
Desta forma convenhamos que o dever tornou-se prazer e o nunca passou a ser natural...
O sempre é real e eterno.

Elizeu Batista de Oliveira
27/12/2018

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

ATÉ QUANDO?


Há dias que o simples mover de uma folha seca, já bem desbotada e abandonada no chão tem o poder de um tsunami e esses dias são aqueles que se tem que calar, fechar os olhos e lembrar que tudo nessa dimensão terrena tem começo e fim...
Dias que como diz o ditado popular de ter comido o filhote no ninho.... Não, dias em que o próprio filhote deveria ter se salvado sabotando-se a si mesmo e nem comparecido na maternidade...
Tempos em que se percebe que não existe tempo suficiente para deixarmos de ser imaturos, pequenos, insensatos e sobre tudo, rebeldes por não conhecer de fato nada e de maior agravante a certeza que voltaremos ao pó tão incapazes e desprovidos de sabedoria como chegamos nesse mundo.
Qual melhor idade para entendermos que tudo isso aqui é uma tremenda ilusão?
Quanto tempo será necessário para aceitarmos que nada iremos entender da tão longa breve vida de incapacidades?
Quantos dias serão necessários para que possamos ser provados que nada é nosso e que tudo apodrece?
Será melhor viver menos para reduzir a quantidade de decepções em pensar que há grandes homens ou mulheres no nosso meio?
Que brisa fria e incomodativa aquela que sai das entranhas dos afortunados que no primeiro momento gera prazer e no final uma inveja mortal a ponto de nos transferir a mente e sonhar com corpos que não nos pertencem?
Que vida longa e cansativa por sempre e sempre correr e correr atrás do vento e a cada posse, a cada conquista nos distanciarmos do sentimento de contentamento e descanso.
Um dia como filhos fomos ingratos, soberbos, inconstantes e cruéis...
Um dia como pais sofremos com a sombra da incapacidade de não ter superado as expectativas...
Um dia como filhos cegos para o que ao nosso redor, bem pertinho está...
Um dia como pais, não lembrando de como éramos ingratos e rudes como filhos...
Um dia como filhos e ver que a melhor vida era a dos amigos, primos e qualquer outro...
Um dia como pais a vontade de saber que imputou tamanha responsabilidade em nós...
Um dia como filhos sonhar com um mundo perfeito e que a casa, a família a qual pertence não é a sua e que era merecedor de algo melhor...
Um dia como pais levantando todos os dias, com dor, fraco, triste e abatido porem indo atrás de mísero salario para dar o que nunca desejou...
Um dia como filhos sonhando que tudo será diferente quando adultos e quando forem pais...
Um dia como pais a ponto de abandonar tudo até mesmo a própria vida por não dar a cada um o que almejam e sonham...
Um dia como filhos esquecendo de ver o quão agradável e indispensável saber que pelo menos existe um sentimento de proteção mínima pela via vida...
Um dia como pais tentando encontrar força e saber para não deixar o leme, a direção e o cuidado.
Mas o tempo passa, para pais e filhos...
Pais continuam imaturos, não sabem como se defender das ofensas e ingratidão dos filhos...
E os filhos com olhos altivos e narizes empinados iludidos com o que veem nas telas, shopping centers, vidas de amigos... porem esquecendo-se de que o dia a dia, a vivencia é de fato a máxima da realidade nua e crua...
Agora, nada se tem a fazer...
As tardes de lazer, os filmes e series assistidas juntos, os pratos e temperos, as noites de grandes temporais...
As nuances, as transformações e tudo o que se viveu e relacionou se desfaz como poeira e nada se pode fazer...
Pais e filhos não se entendem, se julgam sempre superiores e detentores de toda a razão...
E toda a calma, a paciência, o prazer de estar juntos, o risco de segredos revelados, as crenças e desavenças, tudo não passa de pó.
E o que se ouve?
Deixa rolar!!!
Tudo passa, o tempo agora e sempre o grande maioral, ele resolve todos os problemas...
E o tempo passa, e tudo acaba escorrendo para debaixo do capacho da entrada do coração...
As doenças chagam, as lamurias também...
As incertezas invadem as trincas e as fissuras passam a fazer parte da ornamentação...
O que era belo com base na liberdade, hoje é plástico com base na frase que diz que tudo passa...
No final das contas meus 84 anos chegarão e com a certeza que menos preparado estarei, manos sábio serei e que se nada for feito isso tudo será uma realidade e que toda a arte escrita sairá do papel e vida terá para fazer parte de uma lei onde todos seremos seres ocos, sem vida movidos pela fúria de sempre e sempre querer algo e ter algo para suprir e fazer painel para um mundo de outros seres ocos com as mesmas motivações sem saber o porquê.
Assim, não há alegria, não existe pessoas felizes...
O natural tornou-se catastrófico, e o que é belo tem que ser maquiado...
Se temos, estamos anestesiados e vivendo uma realidade virtual e um mundo perfeito...
Porem se nada temos, somos desprezíveis, descartáveis e infelizes...
Então continuemos olhando para além, sem desistir nunca de conseguir algo, e manter algo e ajuntar mais ainda para chegar no final de nossos dias e ver que acertamos em cheio em não ter dado o devido valor ao que realmente tem valor.

Elizeu B. de Oliveira 09/01/2020

sábado, 7 de dezembro de 2019

FALANDO SOBRE O MENINO...



Lucas 2:1-7
Um decreto, não sendo tão específico, mas com foco no raciocínio e entendimento para este texto, é um tipo de ordem governamental de um lugar, pais, estado ou município emana da autoridade ou órgão desse lugar.
Isso nos remete ao fato de que Deus não faz nada por acaso e que todos os seus planos têm um propósito específico e eterno e mais ainda não burla, não de jeitinhos e muito menos fere sua integridade e justiça alterando normas e leis para que sua vontade seja estabelecida, Deus faz dentro de toda a legalidade, justiça e juízo.
Sim o menino teria que nascer em sua terra!
O menino teria que representar uma linhagem, uma família, uma casa...
O menino teria que vir ao mundo dentro da verdade e não sob mecanismos adulterados e impostos e de forma questionável... Um decreto!
Um alistamento.
O fato aqui e quero pontuar é muito simples...
Posso sugerir que se caso tal alistamento não tivesse ocorrido, Jose e Maria teriam saído de onde estavam?
Posso esperar que muitos venha dizer que Deus é Deus e que ele poderia ter alterado o que bem entendesse e mudado tudo.
Ou talvez ter criado algum fenômeno natural, seca, neve, uma forte tempestade e fizessem com que os pais desse menino saíssem de onde estavam e fossem para Nazaré...
O fato aqui é claro e objetivo, e o que se percebe tanto aqui como em várias outras circunstâncias na bíblia é que Deus age dentro das normas legais e acontecimentos reais, não burla as leis, nem físicas e nem tão pouco administrativas e governamentais de um lugar.
Deus não corresponde meias verdade ou como diz o ditado “que escreve certo em linhas tortas” Deus concerta as linhas e escreve sobre elas.
Lucas é direto e específico em relacionar os atos ocorridos na época para mostrar a fidelidade de Deus com a verdade, justiça e mostrar que o natural, o cotidiano de cada pessoa é regido sim por ele e dentro do contexto de cada um, lugar e cultura.
Assim, toda essa logística não foi sem finalidade, mas orquestrada pelo grande e maravilhoso proposito de Deus dentro dos padrões legais e naturais da época e naquela região.
Um outro fato que tem uma grande relevância e não se deve ser esquecido é a questão da família, isto é, um lugar, um nome, uma linhagem, uma referência, um legado.
Pego um gancho aqui para aconselhar aos homens que este é um momento impar para uma boa reflexão.
Lucas novamente é metódico quando se trata de linhagem, casa, família, nome...
Ele associa o nome de José ao lugar, era da Galileia, da cidade de Nazaré onde a pequena Nazaré se situava berço de nada mais nada menos que Davi, o grande rei.
Uma linhagem, um nome, um legado.
Quem é você homem?
Que homem é você que vem de uma linhagem, uma família um legado?
Quem é você homem que sabe para quantos lhe doou seu sobrenome sua história, sua marca? Quantas gerações se faz para que chegasse até aqui e quantas mais essas gerações se pendurará?
Quem é você homem que respeitará normas e leis e que será integro ao seu brasão e fiel as suas tradições?
Quem é você homem, que filhos, netos e bisnetos olharão para traz e saberão realmente e de fato quem são e que eles têm uma identidade, uma marca um propósito?
Quem é você homem que como ouvinte e praticante dos bons costumes, fiel as leis e temente a Deus serve de referência as suas futuras gerações e que sem abrir a sua boca é baluarte e símbolo de ensinamentos e admiração?
Quem é você homem que honra suas alianças e é fiel a sua palavra, carta viva e promissória assinada em branco?
Quem é você homem que rocha será e esteio firme do seu lar para que sua descendência saiba que seguros estão e que o abandono nunca fará parte das suas vidas?
Que homem é você que semelhante ao metre a sua esposa conquistou e escolheu honra-la, ama-la e ser fiel a ela entregando a própria vida?
Deus fez com que um decreto, para que um alistamento fizesse em especial um casal voltar para suas origens para que um menino, esse menino nascesse no seu berço, na sua casa, na sua terra, terra dos seus antepassados, terra da sua história.
E o tempo?
Qual tem sido nossa marca para que possamos esperar?
O tempo, os dias, as esperas... hoje esperar por trinta minutos é praticamente impossível.
Mulher, a espera, tem sido um martírio?
Nada se dá sem a paciência ou a longanimidade e muitas ruinas surgem pelo fato de que o ontem ou o amanhã tornaram-se mais importante que o hoje e assim a ruina aparece e tudo o que se tem construído desaparece.
Mas Maria, a mãe desse menino esperou...
Ela poderia, desde que o marido já alistado, voltar para onde moravam, vizinhos e amigos conhecidos, ajudariam com a chegada do bebe...
Não correria riscos desnecessários e contratempos naturais.
Porem Lucas diz que ficaram ali até se cumprir os dias que ela havia de dar à luz.
Devido ao decreto muitas pessoas no lugar, falta de local para que pudessem se hospedar... O menino vem ao mundo.
Hoje em dia atuais, manjedoura é algo bonito, nome simpático e cartão postal de várias lojas e suas vitrines.
Que tal “Tabuleiro onde se coloca o alimento para animais? ”
Sabem o que esse menino tinha? Pais verdadeiros, tinha família, um legado.
Sem um quarto dessente, limpo, cheiroso e quentinho...
Sem um berço, cores e chocalhos...
Um pai que se esforça e por mais improvável aceita o lugar para que pudessem passar a noite e quem sabe fosse a noite da chegada do seu filho...
Foi firme e honrado, fez o seu melhor e de forma integra e justa, não subordinou a ninguém, não mentiu e nem tentou burlar sistemas e pessoas...
Recebeu de bom grado e tratou de fazer de um “tabuleiro de alimentar animais” um lugar propicio, “manjedoura” para que seu filho pudesse ficar.
Uma mulher, uma esposa idônea e que de fato reconhecia seu lugar, era submissa, isto é, conhecia a missão do esposo e a esta missão estava posicionada...
Sabia, reconhecia o amor do marido e a escolha feita por José de tê-la como sua amada e protege-la, guarda-la...
Tinha a convicção do seu emprenho e esforço por fazer o que de melhor poderia por ela e pelo menino que estava por nascer.
Uma mãe que como diz Lucas, envolve seu filho em panos e o deita nesse tabuleiro para alimentar animais, “manjedoura” para receber os primeiros cuidados e repouso.
Demonstração total e plena que o lugar pouco interessava, mas o amor, o carinho, o calor, o cheiro de uma mãe e tudo que o menino precisava naquele momento.
Por fim um pedido, olhem para o menino!
Tenho recebido, tenho compartilhado.

Elizeu B. de Oliveira – 07/12/2019

sábado, 30 de novembro de 2019

44For


Acredito que todos nós anualmente passamos por uma grande faxina...
Vejo que esse momento é sim de grande importância, um tempo de retrospecção e principalmente alta avaliação...
Um tempo de trazer a memória todas as coisas, as alegrias e tristezas, as decepções e as conquistas os erros e acertos e por fim e mais importante, por este motivo que deixei para o final... as pessoas, nossos relacionamentos.
Quem seria se caso não existisse a trindade e sua majestosa e fenomenal ideia de família?
Quem seria se meus pais em um dia sem muitas perspectivas não tivessem se conhecido e que até minha chegada tivessem abandonado a trajetória que até hoje estão?

Quem seria se muitos bons conselhos de boas pessoas não tivessem ressoado para que este casal se mantivesse juntos?

Quem seria se meus irmãos não tivessem me ajudado desde tão tenra idade e digo mais, me suportado até bem grande ao lado em suas camas?

Quem seria se o corpo não estivesse conectado e que o amor de Cristo não chegasse a mim através dos irmãos?
Quem seria se grandes e maravilhosas pessoas não tivessem escolhido a linda arte de ensinar e junto com minha família contribuírem para a formação do meu caráter?
Que seria se pessoas com tamanha grandeza não tivessem se predisposto a me amar e aceitar como sou através da amizade a mim oferecida mesmo sendo imperfeito?
Que seria se uns maravilhosos casais em terras mineiras não tivessem se amado e trazido ao mundo essa mulher que um dia seria a principal mulher da minha vida?
Quem seria se um amor inexplicável de Deus não tivesse separado uma mulher a qual seria ao meu lado mais que uma bela, mas uma guerreira e ajudadora, sempre perto e forte para me ajudar e sobre tudo me amar?

Que seria se esta mesma mulher não tivesse me trazido arrebentos, minhas baterias, minha condição de aparência com o Pai, o criador de todas as coisas?
Quem seria se as letras “H” e “P”, não existissem na minha vida?
Por fim quem Eu seria se cada uma dessas pessoas não fizessem parte da minha vida?
Assim PARA OS 44 eu digo: Eu sou porque assim Cristo o quis e tomou todas as providencias para que esse dia chegasse.
Obrigado a todos!!!!

Elizeu B. de Oliveira – 30/11/2019