quinta-feira, 21 de abril de 2016

UM LUGAR ESPECIAL!!! (homenagem a uma amiga farmacêutica)


Existem vários, mas hoje em homenagem a uma grande amiga gostaria de falar sobre o cantinho escuro das caixinhas.
A manha já não estava muito legal, a cor branca pálida da sua normalidade estampada de forma bem forte, e aquele jeito séria e ao mesmo tempo inflamado no rosto dizia que o dia não seria dos melhores...
A pergunta sempre vem e para nós profissionais do ramo farmacêutico é uma resposta fácil e ao mesmo tempo difícil de responder.
O que fazemos quando estamos doentes? Pra onde vamos quando não estamos bem fisicamente? A quem recoremos?
As pessoas de modo geral têm um pensamento sobre nós que trabalhamos em farmácias e drogarias, que sabemos de tudo e que podemos resolver todos os problemas de saúde das pessoas, claro, tem também aqueles que acreditam fielmente que somos médicos disfarçados de balconistas e farmacêuticos...
Doce engano!
E será mesmo?
Às vezes estamos sobrecarregados e o dever gerado em nós pela cobrança das pessoas de sempre termos as respostas e indicações precisas e perfeitas nos deixam reféns de deveres e situações as quais muitas vezes não conseguimos suportar, isso acaba gerando em nós um nível de stress tão alto que passamos a nos ver de uma forma incorreta. Isso nos faz tomar decisões e atitudes que vão alem de nossas reais forças, entendimentos e razões...
Dias que chagamos na farmácia e a primeira coisa que acontece, transformamos.
Depois passamos para ouvidores sem causa...
Amigos imaginários, parceiros de trabalhos...
Algumas vezes dormimos com eles e acordamos com eles, suas vidas intimas e pessoais são para nós livros e mais se parecem contos de fadas...
Terror ou filme policial tem de tudo. Situações e estórias que se não interrompe-los ficam todo o nosso período de trabalho ali, falando, falando e falando.
Se de repente surgisse a pergunta: Se nos tirasse isso, sentir-mos-ia falta? Sou capaz de dizer que não sei!
O não sei é realmente para soar como não sei mesmo, pois acostumamos com pessoas e suas situações, anseios, dores, falhas, enfermidades, sonhos, inflamações, saudades, cólicas, separações, idas e vindas...
E essa passa ser nossa vida...
Então alguns dias, como já estava dizendo chegamos assim meio que moribundos, precisando daqueles profissionais de farmácia citados e não os encontramos, as dores vem, o cansaço, a enxaqueca...
Medicamento não são problemas, todos os que tínhamos e poderíamos já foram ingeridos e nada...
Talvez seja físico...
Talvez a alma...
Mas a dor vem, fica, fica e não mostra nenhum sinal de partida...
Então o que me resta é ir para um único lugar que poderia talvez me servir de alento...
Uma sala pequena, cheia de medicamentos tarjados e controlados, escura e com uma pequena tela de computador acesa...
Ali, a super farmacêutica tentando não pensar...
Não pensar na dor...
No tempo que ainda lhe resta para concluir sua jornada de trabalho...
Na família...
A dor não a deixa pensar, os amigos, colegas tentam animar, mas a sala escura...
Ainda é o, melhor lugar...
O tempo passa e nada.
Devo ir, quem sabe amanha eu volto, sem dor, sem choro sem o desejo de ficar só...
Talvez eu volte, restaurada, na verdade branca como sempre, exigente como sempre e farmacêutica como sempre...
Amanhã eu volto, mas com a certeza de que sou humana, frágil e se caso precise...
Volto para meu cantinho escuro das caixinhas!
Elizeu B. Oliveira

21/04/2016

terça-feira, 12 de abril de 2016

A MELHOR DESCULPA?


Bem, já que vou morrer de qualquer maneira mesmo...
Acho que vou mesmo é ficar por aqui!
Pra que gastar tempo, dinheiro energia, saliva, força, combustível, calçado, roupa...
Pra que correr atrás de tantas e de tantos?
Alguns dos bons anos da minha vida que se passaram, na verdade nem estava lá, minha infância antes dos quatro anos, talvez três... Não me lembro de nada mesmo...
Acho que por este motivo que foram tão bons...
Depois disso, só rolou correria, sempre e sempre tentando...
Me encontrar...
Me agradar...
Me entender...
Me encaixar...
Me arrumar...
Me locomover...
Me satisfazer...
Sobreviver, tentando...
Agradar alguém...
Obedecer alguém...
Entender alguém...
Ser amado por alguém...
Se apresentar para alguém...
Conquistar alguém...
Satisfazer alguém...
Aprender com alguém...
Entender um alguém...
Dia após dia me desdobrando para entender as pessoas e as coisa se prejulga-las, mesmo sendo um grande juiz incapacitado.
Dias e muitos dias vivendo a constante da vida de todos e igual a todos, mesmo que em diferentes lugares e com posses diversas, credos diversos.
Mas com as mesmas lamurias, incertezas e fragilidades...
Tentando todos os dias mudar e talvez ser mudado...
Moldado constantemente, mesmo sem querer, mas se vendo todos os dias diferente do dia anterior...
E o grande e amigo carrasco, o tempo, não fazendo nada, absolutamente nada para intervir, ajudar ou ate mesmo aplacar a ira que os dias geram de não saber a resposta concreta para a inconstância das situações internas e externas de seres e seres...
Dias de glorias, dias de fracassos...
Dias de resposta e dias cheios de incógnitas...
Dias esplendorosos e dias de desastres inesquecíveis...
Dias sem saber sabendo que de nada se vale o que se acumula por estas bandas de cá, mas que vivemos com malas cheias de ilusões e fantasias para que um dia, ou talvez uma noite possamos encontrar um lugar para colocar toda essa fortuna de tralhas de motivos inúteis de se correr tanto e tanto atrás do vento.
Elizeu B. de Oliveira

13 de abril de 2016

domingo, 17 de janeiro de 2016

Estive pensando... CÉLIO, amigo exemplo!


Existem pessoas que passa pela vida da gente com um único e maravilhoso proposito. E nada mais.
Existem pessoas que mais se parecem com guardas de transito, um a pito aqui mãos estendidas ali e outra acola apontando as direções a ser seguidas...
Existem pessoas que num determinado tempo, às vezes breve outras vezes mais longos, mas a sua importância e eficácia é algo que fez, faz e fara toda a diferença, e que pode mudar o futuro e assim o fez.
Existem pessoas que estão ao nosso lado e mesmo tendo alguns poucos anos a mais que nós servem como farol, aquele que esta ali sempre mostrando onde existe terra firme e um possível porto seguro...
E estas mesmas pessoas mostram para nós as suas fraquezas e nelas nos mostra como um ser tão forte tem suas rupturas, suas limitações e a sua humanidade...
Pessoas que mesmo em meio a tantas situações adversas nos mostra e nos ensina que vale a pena, que da pra continuar, que a FÉ é algo tangível, e que esta FÉ não pode ser abalada e nem tão pouco enfraquecida...
Homens que se mantem íntegros, homens que se mantem, compromissados, homens que se mantem convictos, homens que se mantem retos...
Uma coisa me vem a memoria e digo com uma alegria muito grande, um tempo em que queria muito eu sair da rota, me espatifar e esquecer completamente que o futuro existiria. Um tempo em que sem pensar em consequências e me escondendo e me desculpando na minha pouca idade e maturidade fazer coisas que hoje me arrependeria. Um amigo estava lá, talvez um ou dois anos mais velho que eu, estava lá, que me ajudando orientando e me lembrando de que um futuro existia e que minhas decisões e ações poderiam colocar tudo a perder...
Ele me ajudou muito, era o amigo pensante, era o amigo sensato, era o amigo.
O tempo passou, casou-se, teve filhos, foi abandonado pela mulher que amava...
Continuou...
O tempo os esforços e tudo que um corpo possa suportar suportou. 
Veio à dor...
A doença...
O final.
Não arredou o pé...
Sua convicção...
Sua posição...
Sua FÉ.
E mesmo no leito de morte não perdeu a esperança, e como Sadraque, Mesaque e Abdinego não temeu, não duvidou e foi ate o fim sabendo e crendo que se Deus assim o quisesse o livraria, mas caso não o livrasse da morte sua fé nunca seria abalada.
E assim foi...
Amigo, sei que é tarde para uma homenagem, eu bem sei. Mas este não é o motivo por que agora escrevo. O motivo, seu ato de bravura, coragem e sobre tudo sua FÉ, digna de ser copiada, imitada e vivida...
Que os anos se passem, que eu envelheça e que todas as vezes que me lembrar de você, me lembre de também da sua FÉ no criador e que seja sempre para mim e para qualquer um motivo de vida e exemplo eterno.
Eu agradeço!
Elizeu Batista de Oliveira

17 de janeiro de 2016

domingo, 10 de janeiro de 2016

CRISE EXISTENCIAL...

Lulu Santos em uma de suas muitas musicas que compôs, disse que talvez fosse o ultimo romântico, outros talvez dissessem que seriam os últimos mártires e talvez únicos.
Eu prefiro a palavra MAIS UM!
Mais um inconstante...
Mais um inconformado...
Mais um decepcionado...
Mais um desnorteado...
Mais um vivendo crises existenciais terríveis. Será que sou o ultimo? O único? Não sei, gostaria de ser.
Talvez muitos me condenaria por isso, me condenem sim, e dai, aos longos dos meus 40 anos não estou mais para muita coisa mesmo, principalmente para o que dizem ou o que pensam...
O que me preocupa mesmo é o que eu tenho pensado sobre mim mesmo, e infelizmente não tenho estado muito satisfeito mesmo.
A questão é simples. Ser completo em tudo, isso é tudo!
E o que percebo e vejo em mim é que sou muito bom em alguma coisa e muito ruim em outras...
Dai o surgimento da inconstância, decepção e frustração, pois como viver e conviver com duas caras, duas metades, tanta fragilidade na qual fui projetado.
Então, olho pra mim, olho para meu redor e vejo uma luta pertinente, constante e incansável do ser, das pessoas de esconder-se, enganar-se e se refugiar em coisas, situações e até mesmo em outras pessoas, fazendo uso destas coisas e destas pessoas para aplacar a dor e tentar conter o desejo por respostas e as quais sabe que existem mais não são capazes de suporta-las...
Olhamos o passado e nos entristecemos, e vemos o quanto erramos e estamos errados...
Enchemo-nos de arrogância e prepotência, não queremos em hipótese alguma mostrar nossa fragilidade e Deus que nos livre se alguém perceber que fraquejamos...
Procuro desculpas, procuro falhas no passado, procuro meios de não errar tanto no presente para que as futuras gerações não paguem por isso no futuro.
Bem, isso de tudo é a parte boa, as futuras gerações...
A preocupação que tenho com elas, todos os novos seres que um dia serão adulto em um futuro próximo, gostaria eu que não fossem como eu sou um, homem cheio de medos, indeciso, com um mínimo de fé possível, sem as chances e oportunidades possíveis consequência de um sistema falido e corrupto, sendo governados por monstros com entranhas apodrecidas com suas índoles gloriosas de corrupção e falta de amor pela sua própria espécie...
Mas pelo que vejo, continuo assim, vivendo em crise, escondendo de tudo e de todos e principalmente das gerações futuras, de pés e mãos atadas sem nada fazer.
Eternidade? Você acredita que um monumento com sua imagem, uma rua com seu nome um prédio com seu sobre nome ou um filho com sua assinatura o torna imortal? O mantem vivo?
Nem mais na memoria!
Assim os dias vão passando, hoje confuso, amanha alegre, depois de amanha cansado, depois de amanha de amanha, alegre, de depois do depois frustrado e assim vai...
É a vida você me diz...
Sim e a mediocridade da vida que todos tem levado por não saberem ao certo para onde estão indo, quem são e o que realmente querem, valorizando o errado para afagar a dor de todas estas duvidas.
Elizeu B. de Oliveira
10 de janeiro de 2016


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Estive Pensando... VAZIOS.

VAZIOS...

Gostaria de comparar-me a um litro de água na geladeira...
Um belo dia, você vai até a uma loja, supermercado ou qualquer destes estabelecimentos comerciais onde a gente encontra estes litros para colocar água na geladeira. Lava, esteriliza e enche. ENCHE!
Ele é colocado na geladeira, bonito fraco, limpo e a certeza de que em algumas horas a água estará além de limpinha, geladinha pronta para beber... Ah! Que delicia. Tudo perfeito.
Então, após algumas horas, água gelada, a sede vem...
Uma, duas, três... Várias vezes a sede vem...
E sem percebermos o litro que outrora estava cheio, agora vazio, um recipiente para o local onde está, inútil e diga se de passagem, detonando o ambiente onde está no quesito estética. Um litro vazio, deixa a geladeira feia...
Um litro vazio...
Assim somos nós, sou eu...
Dias e dias, tanta coisa acontecendo que chega um momento que a sensação, o sentimento é de extrema seca, um vazio tão grande,  do tamanho do recipiente, do tamanho do ser, do meu tamanho...
E ai, o que acontece depois?
Quando chegamos às portas da geladeira, abrimos sua porta e deparamos com um litro vazio e com uma sede extremamente secante, a ira, a decepção, a revolta, a tristeza nos vem...
Sua sede o deixa cego, sua cede o deixa louco, sua sede o deixa incrédulo...
O vazio...
Vazio...
Penso que o desejo do pote, do frasco seria de ter uma fonte interna produzindo água constantemente para poder nunca deixar sedento aqueles que o procura, mas impossível é...
E assim o que lhe resta é uma mão gentil, um coração com e um desejo grande de alguém em servir e ser servido. Apanha aquele vasilhame, perde alguns minutos preciosos da sua vida a admirar o frasco sendo cheio novamente...
Eu, vazio e sem o que dar, sem o que falar e sem o que pensar, espera calmamente aquela mão vir a me socorrer, vir ao meu favor e encher-me novamente...
Mas algo de tamanho valor muitas vezes é esquecido,  e muitas e muitas vezes não é observado. A maioria dos frascos de água na geladeira é TRANSPARENTE...
E eu? E nós?
Sofremos, pois ninguém consegue nos ver por dentro, em alguns casos por não deixarmos que isso aconteça e em outros por não fazerem questão de ver.
Tenho recebido, tenho compartilhado...
Elizeu B. de Oliveira

14/12/2015

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Estive pensando... QUE TAL MORRER DE VAGAR?

Um musico de certa banda em uma de suas musicas usa uma frase muito boa que diz:
“E O QUE É O VIVER, SE NÃO MORRER DE VAGAR!”
Bem a grande verdade é que a frase esta corretíssima, olhando a parte física, material e corruptível, frágil e pretenciosa de nossos corpos...
Mas, a questão é: Quem aqui esta morrendo de vagar?
Antes de continuar lendo, pense um pouquinho... Vamos lá, pense!
Encontrou alguém que esteja morrendo lentamente?
Tive que parar um pouco de escrever e respirar fundo, pois, são tantas coisas, tantas situações, tanto de tudo que de uma forma frenética e desenfreada nos mata, nos deprecia, nos extermina, nos manda embora...
Independe da idade!
Meu pequeno não para, com apenas um ano e seis meses vejo nele a sua ânsia por mais tempo, percebo a sua fadiga pela falta de tempo. Tenho que correr, tenho que pular, tenho que comer, tenho que mamar, tenho que fazer bagunça, tenho que aprender a falar, subir e descer... 
As vinte e quatro horas para este camarada é muito pouco e desde então já anda acelerado e acelerado também esta seu tempo.
Que tal crescermos um pouquinho?
Meninas e meninos com idade entre treze a dezesseis anos já vivem de forma frenética, estudos, paqueras, mudanças de cores nos cabelos, nas unhas, lugares pra se ir e conhecer, festas e passeios, jogos e sites, ídolos e músicas, querer desenfreados e pensamentos desorganizados... 
E o tempo? Você o viu? Passou por aqui?
Ficamos mais velhos, a procura por uma paixão, um amor, alguém que pense como eu e queira ficar perto de mim, que se faça e me faça importante e quisto.
Futuro, carreira, o que fazer para não envelhecer, moda, lugares estilos, tribos... 
Muitos erros, poucos acertos e uma audição quase inexistente...
Passa, e como passa...
Mas aí esta o problema, passa muito rápido e de repente você se vê, eu me vi...
Cabelos brancos, casado, pai de dois filhos, trabalhando,  estudando...
Um homem, uma mulher sem vida... Ou talvez possa dizer vida biônica, robótica e tudo que se faz tem uma logica e um motivo...
Logica, sem logica...
Muito tempo para se cansar, muito tempo para estar longe da pessoa amada e dos filhos que tanto lhe faz bem, muito tempo para manter o que se tem e não deixar acabar o que nem mais sabe se realmente é o tal tão principal e responsável por manter os seus dias...
Sem lógica mesmo...
Finais de dias e de semanas, finais de anos e aí? Ai, ai mesmo! 
É muita dor e dor incontrolável...
Se somente fosse a física se resolveria com alguns analgésicos e talvez relaxantes musculares, mas a alma sente fortes dores pois esta apreensiva, recuada e fragilizada por tantos intempéries da luta constante e interminável dias.
O que passa a nos mover e deprimente pois o SER já se foi, nos abandonou a muito...
Preciso! Esta é a palavra de ordem...
Eu quero! Este agora é nosso lema...
Eu tenho! Este e nosso triunfo.
Que motivos?
Acho melhor nem falar mais nada! encontrares algum?
Assim a morte, que parece tão feia e fria, passa em nossa frente todos os dias,  desesperados estamos por tudo, correndo estamos todos os dias e a morte que lenta e serena nos encontraria devido a nossa calma em viver, já nem se esforça mais, pois anda juntinho transvestida de tempo, dinheiro e poder, deixando sementes de extremo poder frutífero: Doenças diversas, tanto físicas como psíquicas fazer em nós habitat natural...
Não mais morremos de vagar!
Estamos sim deixamos de saborear a sua forma suave, o frescor, as descobertas, as pequenas porções de sabores diversos que a vida nos proporciona...
Deixando os governantes de nossas vidas, grandes monstros e fantasmas criados por nos mesmos vestidos de medo...
E a vida pouco esta se lixando para tudo isso, mas a mente nos engana e nos mata apressadamente.
Elizeu B. de Oliveira

23/10/2015

domingo, 11 de outubro de 2015

Estive pensando... O QUE MAIS NOS ASSUSTA!

O que mais nos assusta?
Você pode? Você consegue responder?
Acredito que muitos... Não, milhares... Não milhões de milhares responderiam que a morte é a que mais pode deixar uma pessoa amedrontada...
Mas digo que não!
O medo que temos se esconde na morte, por traz dela...
Quem a conhece além o mestre e que ainda vive?
Ninguém!
Nenhum homem ora ressuscitado ainda vivo para nos dizer algo sobre a tal morte, e ela continua obscura e trazendo o pânico, o medo e a loucura de coração seja qual for.
Bem parece contradição a minha não é mesmo? Digo que o nosso medo não provem dela, e até então nada mais falei do que a tal morte...
Então vos esclareço, descortino a sombra, e alumio onde posso levar a luz e digo: S O L I D Ã O!
Quem é a morte?
Onde estas o morte?
Quem és você?...
...S O L I D Ã O!
O que tortura, o que amarra o que distorce o que cria fabula e canções, o que alucina o que encanta e faz chorar, o que deprime e faz com que a própria morte seja convidada a reinar...
...S O L I D Ã O!
O que mora lá onde ninguém consegue ir: que vive no meio das trevas, do silencio?
...S O L I D Ã O!
Quem vive entre muitos e não é notado?
Que esta dizendo algo, grita aos quatro cantos do mundo em alto e bom tom é não é ouvido?
Faz gestos, se mexe se cansa se rasga e ninguém o vê?
...S O L I D Ã O!
Perder o que tens?
Ficar só?
Ficar e nunca poder ir?
Querer e nunca alcançar?
Amar e esperar ser correspondido?
Sentar-se a mesa e não ter com que conversar?
Olhar no horizonte e saber que ninguém o espera?
Perder? Esquecer o sentido de sua geração? Para qual fim?
Não ter vínculos e não ter historia não ter herança, não ter pudor, não saber, não saber...
...S O L I D Ã O!
Tens falado consigo mesmo? Tolo!
Enga-se pelo que vês no espelho? Hipócrita!
Falas o que não vives? Mentiroso!
Amas somente quem te ama? Egoísta!
Enterrado está, solitário, lindo por fora podre por dentro... Só!
...S O L I D Ã O!
Meu maior medo? A solidão!
Meu maior erro? Enganar-me todos os dias!
Meu maior descuido? Esperar sempre algo em troca!
Minha maior fraqueza? Não valorizar pequenas coisas e simples situações!
Minha maior demência? Ser juiz!
Minha insensatez? Querer respostas para tudo!
...
Bem, onde estou? Em casa!
Vou bem obrigado!
Revoltado? Não, com toda certeza, não mesmo!
Só percebo que a minha segurança não vem de mim mesmo, não esta nas C O I S A S que tenho ou nas que posso fazer...
Talvez no meu potencial humano?...,  Isso não é coisa!
Não mesmo!
Eu sou eu estou, não pelo que penso ou deixo de pensar...
Eu sou não pelo que posso ou não, tenho ou não...
O que nos move, o que nos faz levantarmos todos os dias, abrir nossos olhos, falar, andar, pensar, sorrir, chorar, ir e vir, deixar, pegar, amar, ter raiva, sofrer, sentir dor, ouvir, cheirar...
O que nos move e tão somente a ausência do calabouço, paredes, algemas e correntes criadas pela S O L I D Ã O da alma...
E esta ausência é oriunda do poder gerado pelos seres, pessoas que ao nosso redor estão todos os dias nos amado de forma incondicional, mesmo que sem saber.
Elizeu Batista de Oliveira

11/10/2015